Há uma coisa boa no querer.
No bem querer.
Pensando bem a coisa boa está na ilusão de achar q queremos.
Fantasiamos. Imaginamos. A ponto de acharmos q é verdade.
E pronto. Estamos apaixonados.
Talvez não pela pessoa em si, mas pelo q achamos q aquela pessoa é.
E, via de regra, ela não é.
Adoramos inventar ilusões.
E o objeto do desejo, coitado, nem imagina o q se passa em nossa imaginação.
Somos carentes. De afeto, de sutilezas, de poesias p a vida e de ilusões.
A vida é impossível sem ilusões.
Uns amam os amores.
Outros, o dinheiro.
Há alguns q adoram adorar o espelho.
Mas eu te digo, somos apenas passageiros desse trem sem lógica chamado nosso tempo.
Eu gosto de observar as moças bonitas com seus trejeitos.
E as feias, com os seus defeitos.
A mão no cabelo. O sorriso ensaiado, perfeito.
O charme e o rebolado.
A sedução é uma grande mentira, mas sem ela a vida perde a graça.
É um jogo de caça. E de caçador.
De vencedor. E vencidos.
Cada vez q vc joga seu charme pelo ar nasce um poema.
Cada vez q vc se decepciona, morre uma estrela.
O céu é um cemitério de amores não correspondidos.
Pq são desejos inventados q nascem e morrem com a velocidade das dores.
É a nossa condição humana.
Perpetuar a espécie. Brincando de dar significado ao imponderável.
Será q vc me entende? Ou desistiu do meu texto.
Desistiu de mim. E da minha tolice.
Eu sei q sou pouco, sou raro, sou raso.
Eu sou só o acaso.
Sou aquele q vê e q sente.
Sou aquilo q não se mente.
Poderia ser uma linda história de amor, mas hj a realidade quebrou a corrente.
Estamos livres. Vc. Ele. Eu.
E o leitor q me entendeu.
O nosso amor a gente inventa.
Mas isso é o q está errado.
Para se apaixonar de verdade é preciso estar de olhos bem fechados.
sábado, 21 de março de 2015
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