quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Wanderlust

Eu conheci uma pessoa feliz.
Não é ilusão, crendice ou superstição.
Não é tolice, filosofia ou religião.
É algo puro q nasce no coração.
Eu vi a felicidade brincando na sua emoção.
Se a vida acaba agora ou não.
Viver é algo q entorpece a razão.
Não tem fórmula nem antídoto ou convicção.
É deixar a essência responder a questão.
Quem sou eu? Não importa a pergunta, a certeza ou a condição.
Eu vi uma menina feliz.
Quem é ela e qual a sua missão?
É bela, é linda ou é encenação?
Muita gente finge. Se esconde. Confunde.
Mas o olhar do poeta distingue.
O belo e o feio. A ansiedade e o anseio.
A loucura de ser o q se é e não o q se espera.
Se desespera.
A agonia desses nossos dias.
As tattoos e o cabelo perfeito. Os medos e os receios.
As purezas e até os defeitos.
Tudo cala. Frente ao fato de q vc é feliz.
Incomoda. Encanta. Comove. Seduz.
Tudo isso pq eu descobri seu segredo.
Se o tempo passa depressa.
E se a verdade não te interessa.
Se rir é o seu refúgio. Se dissimular é o meu desejo.
Não se preocupe. Mantenha a pose.
Uma foto, um close.
Eu inventei uma criança feliz.
Wanderlust.
Vai pro mundo q o mundo precisa de sonho.
E o q eu suponho. Vc é um pedaço de uma poesia. Sorria.
Ser bonita não importa. O q importa é ter alegria.
Q mundo é esse em q as solidões não se encontram?
Chora, mas chora baixinho p não incomodar o vizinho.

Feliz Ano Velho

Vão dizer q vc está errado. Não pare até ter certeza de q vc estava errado. E parar não é desistir. É apenas procurar o próximo erro. Vão te ignorar. Não acredite até ter certeza de q já te ignoraram. Essa é a melhor parte do caminho. Qdo não há ninguém mais p convencer além de vc msm. Vão te criticar. Guarde o q encontrar de bom nas críticas. Descarte o resto. O resto vive naquela penumbra cinzenta da mediocridade de quem nunca desejou nada p si. E por não desejar nada encontra tempo p tentar te impedir de ser o q vc é. Predestinado ao sucesso. E o sucesso, a felicidade, a luz, a vida... não são um ponto de chegada. São os caminhos q vc decide trilhar. Vão tentar te convencer q o ano foi ruim. Q a culpa é do governo. Q o próximo ano vai ser difícil. De q não vale à pena. Eu tenho a sensação de q já passei da metade da minha vida. E de q o q me resta é aceitar. Me aceitar. E aceitar aos outros. Estamos todos numa luta interna p decifrar o q esse mundo significa. Em 2016 perca 3 kgs. Vai te fazer bem. Doe sangue. E cuide do colesterol. Faça amigos. Corte o cabelo de um jeito diferente. Se não tiver cabelo bote um sorriso no rosto. Compre menos e viaje mais. Aprenda francês. Fique menos tempo conectado. Aproveite as pequenas coisas da vida: o feijão da sua mãe; a cerveja gelada na esquina; um banho de mar; e a luz do luar. Elogie mais. Se preocupe menos. E crie mais. Invista, aposte e desista. Conquiste. Abrace. Creia. Na dúvida, leia. Saia da rotina. Dance. Encante. Comemore. E se tudo der errado não se desespere. Respire. Eu te disse q vão dizer q vc está errado. Mas quem é q sabe o q é o certo? Trago comigo uma frase linda. As pedras do caminho? Guardo todas. Um dia pretendo construir um lindo castelo. Em 2015 enterrei amigos e ganhei uma afilhada. Corri mais uma maratona e mudei de emprego. Mas o mais importante foi chegar até aqui p te desejar: Um feliz ano novo. E muitos sonhos de vida.

Lo siento

Sinto falta de gente. Sinto falta da gente. Da humanidade. E talvez não haja nada q eu odeie mais do q o ser humano. Humano, demasiado humano. Sinto falta de jogar conversa fora. E jogar ideias p dentro da cachola. Sinto falta de utopia. E de ilusão. Sinto falta até da solidão.

My first love

Vc já se apaixonou? Caro leitor, qdo foi q vc errou? Conta pra mim. Foi paixonite à primeira vista. Ou foi parcelado no cartão. Seja ele de crédito, de natal ou em papel de pão. Conta pra mim. Foi amor inventado ou foi correspondido? Foi escondido? Foi sincero ou foi requentado? Quem é q não vive de ilusão. Conta pra mim. Foi real ou imaginário? Foi sufocador ou foi libertário? Foi da noite ou foi do dia? Trouxe dor ou trouxe alegria? Tens orgulho ou a mais profunda agonia? Aquele primeiro amor acontece. Mas na maioria das vezes não se realiza. Fica assim num pedestal. Como um sonho (im)possível q vc não sabia q cabia no seu quintal. Te dá saudade ou te dá só vontade? Ficou uma curiosidade? Vc ri ou vc chora? Hj vc ignora? Vou te contar um segredo. O seu primeiro amor é agora. Tudo q aconteceu antes foi ensaio. Foi uma preparação para o hoje. O seu primeiro amor te atura. Te tolera. E te admira. Te suporta e te carinha. É amizade. É cumplicidade. E às vezes é até salvação. O seu primeiro amor está no ar. Seja homem. Seja mulher. Seja o q vc quiser. Mergulha. Não teoriza. Sente e não pensa. Q a vida é um sopro. O seu primeiro amor pode passar. Ou pode ficar marcado no coração. Outros amores virão. Ou será só uma nova emoção. O q eu vi da vida? Ora, q importa. Viva. Se entregue. Erre. Conserte. Se não for, descarte. Procure. Invista. Desista. Insista. Só não passe por essa vida sem um primeiro grande amor. É um conselho tolo q eu te dou. Agora dá um like. E no comentário escreva o nome do seu primeiro grande amor. Faz uma moral. Compra uma flor (homens de verdade também gostam de flor). Compra um vinho. Desliga a TV. Desliga o mundo. Mostra esse texto p o seu amor. Diga que é o primeiro e último. Talvez não seja verdade. Mas se vc reparar, hj será. Esqueça do mundo lá fora. Não importa se é pizza ou se é caviar. Viva esse momento c o seu primeiro e inesquecível amor. Nada de falar e falar. Hj é dia de se admirar. Como é especial essa pessoa. E como vc merece esse momento q vc inventou. Amores passam. Passam os sonhos. Passamos nós na valsa do tempo. Só não passará esse momento eternizado na sua confissão. Eu te amo hoje, ó meu primeiro e único e grande e imperfeito amor.

Eu caminhador

O caminhador percorre as trilhas do seu destino. É peregrino na sua dor. À margem do caminho há sempre um pedaço de nós sorrindo. Q por não ter mais aonde ir Decide desistir de caminhar sozinho. E sossega. Sem entender o q parte. Partir é uma arte. A vida é uma estrada. Alguns poucos amigos na caminhada. A luz vai se apagando devagarinho. Até q a noite chega depressa. É tão bonito isso. Pena q vc não entendeu. Partir é a minha arte.

Una flor

Hj eu ganhei uma flor. 1 minuto de silêncio. A vida pode ser bela. Sei lá, a gente não tá preparado. Me acostumei a receber todo tipo de notícia ruim. Fui treinado a suportar a dor. A dominar a razão. Me ensinei a viver numa abstração em q as mazelas do mundo não mais me alcançam. Mas só da porta da minha alma p fora. Aqui dentro há algo q me apavora. E q a gente ignora. Cristo salva e o Rock alivia. Desisti dos sonhos mais loucos e belos. Insisti mesmo quando não era mais razoável. Visitei os céus e o meus próprios infernos. Passei muitas noites em claro sem poder voltar p mim. E as notícias ruins sempre me circulando. Absorvi. Fingi q tava tudo bem. E vc também. Mesmo na emoção vc cria uma casca. Não extravasa. Tem tanta coisa errada nesses mundos q não dá p baixar a guarda. É, Cristo salva e o Vinho amortece. Amor. Amor tece. A morte. Uma doença e alguém que se vai. Um acidente e outra história abreviada. A madrugada fria só me traz melancolia. Sonho meu. É crise. É tortura. É uma agenda q não é a sua. E aquela gargalhada boa vai ficando cada vez mais rara. Vivemos um tempo de intolerância. E a gente anda com medo até de criança. Paciência. O mundo pede um pouco mais de esperança. Nessa tela não passa nada de bom. Eu queria um pouco de calma. Eu queria um pouco de paz. Eu queria da vida o q a vida tem de bom. Eu queria um domingo na praia. Eu queria jogar bola. Ou jogar conversa fora. Eu preciso é de arte. Eu me alimento é de amor. Eu ganhei uma flor. De uma menininha. E isso me trouxe alegria. Cristo não me salva. Quem me salva é a Poesia.

Um tempo

O tempo passou p mim. Nao foi do jeito q eu achei q seria. Mas quem manda no tempo? Afinal a vida é so isso. So isso mesmo, nem menos nem mais. O tempo andou brincando com a gente, sim. Vejo multidões, mas sigo sozinho no caminho meu. As alegrias embrulhadas num pacote chamado saudade. Um carinho. E fim.

A madrinha

A madrinha é sonho. É a terra encantada. É a fantasia q nos alivia. Eu sabia. É brilho, é estrela. É a Dinda. É como uma segunda mãe. Mas não é real, a madrinha é fantasia. Ela carrega a poesia de um mundo bom. Desse olhar da afilhada procurando um sorriso seu. Conexão. A madrinha é paixão. É um amor puro q brota do coração. São amigas na ternura sincera da emoção. A madrinha sabe a cor da roupinha, o brinquedo preferido e o brinco perfeito. A madrinha não tem defeito. Sabe a hora do nascimento. Mas não sabe segurar. A madrinha dá sempre um jeito. Tem um encantamento q eu não ouso imitar. Nesse jogo de amigas ficamos a admirar. O q se passa na cabeça dessas meninas lindas? Há um segredinho no ar. Uma não é mãe e a outra não é sua filha. Mas q maravilha essa relação natural. E logo eu q não creio fico assim a me admirar. Será q foi deus q colocou cada uma em seu lugar? São amigas de um tempo remoto e não há razão p explicar. Tem coisas q a gente não conta nem p os pais. Mas a madrinha estará lá. Aquele menino bonito sempre a ignorar. Ou a amiga invejosa a atrapalhar. A madrinha terá a resposta exata p te libertar. A madrinha fez do mundo o seu lugar. E eu acho q vc também fará. Não é fácil de se acompanhar. Pais amigos queridos preparem-se p o q virá. Elas viverão num mundo só delas e teremos q aceitar. A vida é só isso, um lugar p se conquistar. A princesinha não chora pq a madrinha está lá. E quem é q pode questionar essa magia no ar? Madrinha. A Fada Madrinha. A cumplicidade q nos faz acreditar. A vida será linda. Pq vcs se cuidarão. E eu sei q uma amizade assim jamais será em vão. Qdo eu me for cuida da minha menina. Ela é sua madrinha.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O tempo e o vento

Sempre gostei de olhar o vento. 
Nem sei se é aquela inspiração intrínseca de curtir o momento. 
Talvez seja algo assim, menos filosófico. Nem poético, nem apocalíptico. Eu nunca morro numa quinta-feira. Morro sempre de domingo p segunda. 
Mas estar ali sem pensar. Longe da praia, mas vendo o mar. Nossas neuroses. Nossas frustrações. Nossa vida moderna que a gente aprende nas televisões. 
Sempre gostei de imaginar de onde eu vim e pra onde eu vou. Mas nunca achei uma resposta, caro leitor. É meio assim como enxugar gelo. Ou tentar correr no meio de um pesadelo.  
O mais feliz dos homens não deve ter perdido seus momentos pensando em vão. Danço eu, dança vc, na dança da solidão. 
Que saudade q eu sinto dos dias q eu não vivi. 
Fecha o farol. Abre o farol. O carro ao meu lado não se move. 
No elevador  alguém me pergunta se hj chove. 
Vc é inocente até q o contrário se prove. 
Nenhum crime me comove. 
Sempre gostei de contar estrelas. De  ser astronauta de cometas. De viajar pelo belo horizonte. Sem amanhã, nem ontem. Vivo perseguido pelos meus demônios. Atormentado pelo juízo final. Mas quem sou eu, afinal?
Não sei se minha poesia é rasa ou profunda. Se te interessa esse meu tempero. 
Se passa olhos por essas tristes letras. Ou se me descarta sem ao menos lê-las. 
Eu dou risada quando tropeço na rua. 
Eu fecho a cara p gente mesquinha. 
Tomo café de pé em qq padaria. 
A minha fé é q alguém um dia 
Perceba a arte da minha alegria. 
Sempre gostei de olhar vc. Com seus domínios e suas certezas. Fingindo não ver o q o coração sente. A vida é uma coisa tola. A coisa é uma vida toda. 
Sempre gostei de olhar no olho. Nem sempre era eu nesse caminho torto. A gente faz o q pode p sobreviver. Dias intensos e dias comuns. Dias de glória p os mortais. Sejam eles apenas aqueles invisíveis andarilhos dessas capitais. 
Será q vc já percebeu? 
Onde está meu público? 
Chegou o tempo de ser eu. 
Cada vez q eu olho lá fora,  
Ou aqui dentro de mim, 
Me vem sempre uma canção. 
O tempo andou mexendo com a gente sim. 
O tempo é o nosso bem mais precioso. 
Como vc gastou seu tempo hj? 
Como investirá seu tempo amanhã?
É a única curiosidade sincera q eu tenho. 
Quer compartilhar um vinho comigo? 
Não me leve a sério, mas acredite em mim.

O tempo andou mexendo com a gente sim. 

sábado, 8 de agosto de 2015

Minha culpa

Minha culpa. Minha máxima culpa.

São tempos difíceis para os sonhadores. Então eu devo admitir. É tudo culpa minha.
Não discuto com o destino. O que pintar eu assino.
Pode botar na minha conta. A crise. E essa galera que não sabe usar a crase. Minha absoluta culpa.
Minha culpa pela falta de água. E de sonhos. Pela carestia. Pelo preço da energia.
Libertem a Dilma. Eu sou culpado pelo nosso fracasso. Se tem povo que sobrevive a menos vinte, minha culpa não fazer desse rincão um país sério. É que eu estava ocupado demais curtindo sertanejo universitário.
E logo eu que me formei na USP. Nunca fiz nada pelos que me sustentaram. Não empreendi. Não gerei empregos. Não corri riscos. Não usei minha inteligência. Num mundo globalizado, nunca atingi o inglês fluente. Eu estava aqui distraído demais consumindo o Neruda. E achando que o Saramago me emociona mais.
Nessa década de crises não teve um ano sequer que eu não tenha viajado: México, Porto Rico, Argentina, Cuba (que horror meudeus!), Uruguai, Las Vegas e Miami (eu sei que você me entendeu). Fui correr maratonas na França (Paris, Nice-Cannes), na Holanda, na República Tcheca (minha culpa olhar para as moças belas). Fui parar na Alemanha, na Bélgica, na Dinamarca e até na Itália. Minha culpa gostar dos Brunelos e dos Barolos. Eu não sabia que a gente tava em crise. Devia ter lido aquela revista que você lê. Ou perdido meu tempo na frente da sua TV. Me desculpa por essa falha. Brasil, o país dos canalhas. Não dei aula de alfabetização para adultos. Nem me importei com a progressão continuada. Minha culpa se não me preocupei com a greve dos professores. Isso é lá com os governos. Preferi ir a maresias a enfrentar a urna eletrônica (by the way, já acabou a recontagem dos votos pelos tucanos?). Eu me declaro culpado, senhor juiz. Juiz dos pensamentos dos outros. Porque quem pensa, pensa melhor parado. Me desculpa por citar Raul, mas eu gosto. Eu sei que não devia. Na sua cartilha eu devia ser liberal. Social democrata. Mas eu só consegui ser eu mesmo.
Desculpa se não registrei minha empregada. Ou se dei alguma carteirada. Se andei pelo acostamento. É que minha vida é mais importante que a sua. Sempre foi. E sempre será. Desculpa pela dicotomia. Pelo maniqueísmo. Pela obsclidade como transcendência do nesterismo.
Eu sou culpado sim. Por culpar os patrões. E, sobretudo, os padrões. Por minha análise crua do bolsa família. E da bolsa de
Valores. Pelo lucro dos bancos. E dos bandos. Eu que não fiz nada pelo meu povo, de novo, venho aqui pedir Meu perdão. Logo eu que sei tudo.
Não combati a prostituição infantil. Nem o trabalho escravo. Fingi de morto quando me pediram esmola. Isso é lá com a presidente, não tenho nada com isso. Desculpa ter nascido. Desculpa ter usado o SUS. É que eu acredito. Sou aquele tipo maldito que diz coisas que a gente não gosta de ouvir. Se a porra toda tá errada a culpa é minha e de mais ninguém. Nos falta uma guerra, uma peste, uma febre para fazer nossa gente assumir sua responsabilidade. Mas é mais fácil ficar na janela, batendo panela, para inglês ver. A culpa não é do governo, mas do enredo desses 500 anos de submissão. Tirem aquela mulher de lá. Ela não sabe falar. Eu exijo, mas não sei bem aonde quero chegar.
Logo eu que nunca passei fome.
Me sinto assim tão culpado por tudo ter dado errado. Essa é a minha desilusão. Num mundo de certo e errado. De preto e de branco. De azul e de vermelho. Da branca de neve e do vilão sem dedo. Eu sei ser irônico quando me convém. Choram as rosas e não chora mais ninguém. O Haiti é aqui. E pq não haveria de ser? Eu que não vou nem em reunião de condomínio. Nada é comigo, nem vem que não tem.
Acorda. A corda tá no pescoço. Tá osso.
Agora deixe-me ir. Que eu descolei um VIP p aquela baladinha da moda. Daqui a pouco eu posto no face ou insta. Dá um like p fortalecer. Que aqui tem um filho de nordestino, bisneto de índio, q sabe bem seu destino. Opa, se eu sei.
A culpa é minha. Só minha. Eu já confessei. Oi tapa na cara? Não bebê.
"O importante não é o que fazem do homem. Mas o que ele faz do que fizeram dele".

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Algo

Tem algo em mim q quer falar.
Da lua e da rua.
Da alma nua.
Da calma sua.
Tem uma parte de mim q quer saber
Do seu sofrer.
Q quer crer.
E logo eu q não creio.
Receio.
Algo q quer correr
Pelas estradas. E pelos caminhos do meu deus. E logo eu q não creio.
Um pedaço de mim quer um adeus.
Ha algo assim q quer dizer
O q a vida é. E o q somos.
Algo q quer acreditar
No q não me convém.
E nem me convence.
A gente sempre a imaginar
A vida. E o barulho do mar.
A bailar pelo ar
Imperfeita emoção. Comoção.
Poetas na arte do improvisar.
Sabe, tem algo em ti q me interessa.
E não é a sua pressa.
É a cor do seu olhar.
Algo q vc sente ou esconde.
O q vc deixou e não sabe onde.
Tem algo entre as gentes
Q só quem perde um tempo
Consegue perceber.
Em quantas janelas abertas
Nessa noite fria e escura
Há sonho e loucura?
Pois passar por aqui
sem ao menos experimentar
O doce e o salgado,
O certo e o errado,
O permitido e o proibido,
O estúpido cupido,
O copo e o trago
E o estrago.
A mais completa alegria.
Hj é dia. Amanhã eu me esqueço.
Me parece uma imensa bobagem.
Se o q a vida espera de nós
É coragem,
O q a gente espera da vida? Miragem.
Há algo em mim q quer calar.
Não encontrei o meu público
Já me perdi do meu povo.
De novo.
Há algo a me sussurrar
Não fica assim não
Para de pensar
Q pensando a gente não chega
A nenhum lugar.
Há algo na gente
Q me faz esperar
Um grito
Um gemido
Uma promessa
Uma festa
Há algo em mim q sabe
Q por onde eu ando
Vc nunca vai passar.

"Acha que a sua indiferença
vai acabar comigo?
Eu sobrevivo, eu sobrevivo
A solidão vai ser o seu castigo"

Todo mundo tem um pouco de medo da vida.
Todo mundo tem um plano
E um filho
Um delírio.
Ou um ultimo tiro.
Uma chance
e a respectiva revanche.
Todo mundo sabe o q tem p dizer
Mas ninguém quer ouvir.
E como vamos?
Vamos viviendo
viendo las horas que van pasando...
Metade de mim só quer sorrir.
E a outra metade também.
A solidão vai ser o meu castigo.



quinta-feira, 16 de julho de 2015

Qto vale ou é por quilo?

Quanto vale um ser humano?
Quanto vc acha q vale, caro leitor?
Como se mede o valor de uma pessoa? Ou de uma amizade?
É o q ela gera de riqueza? Ou o qto de pobreza ela alivia? 
Na calada da noite. Ou no raiar do dia. 
Qdo ngm está vendo. Ou qdo ngm está à venda. 
Vc só quer saber 
Qdo q eu vou 
Trocar meu carro novo 
por um novo carro novo, meu amor.
Ao longo de nossa pobre existência nos deparamos com gente tão pobre, mas tão pobre, q a única coisa q tem é dinheiro. 
Mas qto vale uma vida? 
Qto te pagam pelo seu trabalho? E pelo seu silêncio? 
Por quanto vc se vende? Se é q vc me entende. 
Na capa da revista 
Ou na propaganda enganosa 
No horário político 
Ou para ser assim pacífico  
Patético, medíocre 
O q te compra? E o q te comove?
É só pelo dinheiro? Ou é por inteiro? 
Capitalista, socialista, anarquista 
Iludido ou dissimulado 
Sóbrio ou embriagado 
Referência ou desprestigiado
Feliz ou remediado. 
O q vc faz com o capital q vc não tem é o q me interessa essa noite.  
Seus sonhos. Seus medos. Seus enredos. A história de uma vida. Ou a mais perfeita agonia. A falta de uma alegria. A sua fatia. 
A roupa q camufla sua alma. Tem marca? Ou tá na garantia? 
A garrafa q te alivia 
É de pinga, de malte ou de vinho? 
Acompanhado ou sozinho. 
Qto vc vale? Não importa. 
Para quem vc vale? É o q me conforta. 
O q fizemos c as nossas crianças? 
Eu q já não tenho mais esperança. 
Não me siga. Não me like. Não me poste. Não me mande. Nem me creia. Q a crença virou um negócio. 
Não me perca. Não me odeie. Não me venere. Q venerar é uma ofensa. 
Não me pense. Não concorde. Não me compartilhe. Não me satisfaça. 
Qto vc valeu? E qto se mereceu?
To por aí achando q a gente devia se ver. Q a vida é um sopro. Passa e acabou. A gente não vale nada. 
Hj um senhor me pediu um trocado. 
P lavar o meu carro.
Por falta de uma moeda 
Eu dei cincorreais. 
Hj a vida de um ser humano me valeu cincorreais. 
Não quero luxo nem lixo
Meu sonho é ser imortal.
Amou daquela vez como se fosse a última. 

E se for? 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Quatroquatro

Nao q eu queira. Nem q eu goste.
Mas eu preciso me falar.
Nao ha nada q me obrigue.
Nem nada q me faça calar.
Nao concordo e nem desconcordo.
Mas fico em mim a observar
As mulheres da minha vida
q insistem em me acompanhar:
a tristeza, a saudade, a dor e a solidão.
Hj eu sou só emoção.
Acredite vc ou não.

Triste eu sou e não tem jeito q me faça aceitar. A vida como ela é
Tá errada e não dá p consertar.
A saudade vem brincar
Na noite fria a sussurrar
Q somos todos reféns
Do jogo do seu olhar.
Haja dor p quem ousar
ser aquilo q se é.
Poeta, doido ou menino,
Louco são ou varrido,
Maluco, velho ou profeta.
Vejo coisas q as pessoas jogam fora só p a vida não ter tempo
de atrapalhar.
E a solidão de minha alma
é o q me faz respirar.

As mulheres de minha vida.
A tristeza, a saudade, a dor e a
solidão.

Talvez vc não entenda
O q eu quero expressar
Meio eu meio erro
Tudo assim
meio fora de lugar

Fui o meu sonho mais perfeito
Pq eu era do meu jeito
Tinha um plano e um sonho
E uma poesia no olhar

Veio vc, vida minha, so p me mostrar
As longas curvas do seu corpo
(e há tantas curvas q a vida dá)
Moça linda de sorriso discreto
De cabelo curtinho e de belo caminhar
(E quem há de entender os caminhos q a vida dá)

Como estamos perdidos.
Como estamos feridos.
Pq deixamos as coisas
Tomarem o nosso lugar.

4 mulheres da minha vida.
4 razões p pensar:
Tristeza, saudade, dor, solidão

Ninguém nesse mundo torto entende
aonde quero chegar.
4... 4...
É hora de improvisar.

"Somos todos iguais nesta noite
Na frieza de um riso pintado
Na certeza de um sonho acabado
É o circo de novo".
Ei bola, nosso amor me faz uma falta. A certeza de um sonho acabado.
O q esperamos da vida não importa. Mas o q a vida espera de nós?






sábado, 9 de maio de 2015

o encontro

nosso primeiro encontro não foi lá, assim, um encontro.
vc meio tímida, meio calada. absorta em seu próprio e lindo mundo.
e eu meio eu, assim, totalmente eu. fingindo não sentir a emoção q eu estava sentindo.

acho até, desconfio, q vc reconheça a minha voz.
mas tudo é tão novo e tão diferente q vc deva ter preferido brincar com os cheiros.
tantos e tão diversos e tão impressionantemente confusos
q vc deve estar se perguntando com os seus botões (se vc soubesse o q são os seus botões):
deu ruim p mim?!
deu ruim p mim esse lugar. tava tudo tão perfeito. a temperatura. o ambiente. o abrigo.
a moça q falava comigo
como se eu fosse uma criança.
e o moço q falava comigo
como se eu tivesse feito as coisas erradas q eu um dia eu farei.
e a esperança q falou comigo como se fosse, assim, a minha a irmã mais velha.

eu olho p vc e escondo uma lágrima.
vc nem me olha e me reconhece, sábia.
eu te sinto como se fosse uma velha amiga q acabou de chegar.
vc nem se sente e não sabe q simplesmente
por estar aqui presente
transforma tudo ao nosso redor.

as regras aqui são claras
e imprecisas.
a vida aqui é pacata
e louca.

" A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida"

pequena. a mais.
meu coração eu entreguei a ti.
eu vim correndo te encontrar, 
pois tenho algo a te dizer.
mas vc não anda lá preocupada com palavras.
melhor assim.
as coisas por aqui andam meio confusas.
desculpa, eu devia ter feito alguma coisa
p tornar esse mundo mais fácil.
mas não deu.

a gente vai ter q achar um jeito
de se comunicar.
pq a gente tem um plano
para executar.
o plano é o seguinte.
vc me ajuda q eu te ajudo
eu te ensino a vc me ensinar
q a vida vale um sorriso.
q o jeito mais fácil
é a gente acreditar
q as coisas agora vão melhorar.

cuida de mim. q eu cuido de ti.
pq eu vim primeiro, 
mas não consegui encontrar
aquelas coisas q a gente
um dia ousou sonhar.

nosso primeiro encontro não foi lá, assim, um encontro.
mas a vida é isso.
um sopro. um riso.
um risco bailando no ar.
uma bailarina solta a flutuar
uma certa doçura no olhar.
a vida é mais
q um simples suspirar.
a vida é raul, é nietzsche, é kafka,
é quintana, é leminski, é drummond,
a vida sempre é cecília.
na arte de improvisar. 
a vida agora é melhor
só pq vc está.
mas cuidado pequenina
q a vida é a arte
a arte de se desencontrar.

o nosso primeiro encontro foi um sonho.
e sonho é p gente sonhar.



sábado, 2 de maio de 2015

The Godfather

Eu fico imaginando a decisão. Depois de absorver o impacto. Depois de aprovisionar o estoque de fraldas. E de sono.

Depois de repetir e repetir com um sorriso cansado a mesma história.

Ah, é menino. Oh, é menina. Para mães e pais e sogras e irmãos. Para os tios e cunhados e colegas de trabalho. Para o cara q faz o pastel na feira. E para a cabeleireira.
O casal deitado na cama precisa tomar a decisão mais difícil de todas. Ok, quem será o Padrinho?
O Padrinho por definição é o Plano Z. Sim! Se tudo, tudo mesmo, der errado, quem assume a responsa? Em quem a gente confia... mas a gente de vdd não quer precisar. Pq se a gente precisar é pq o plano (qual é o plano?) deu muito errado. É meio assim: meu, meu rei, cara, oxente, daí, tipo assim, deu ruim p nós! Joga na mão dele pq ele é parceiro. É parça.
É desengonçado? É torto? É mala maluco? Mas é sangue bom.
É amigo. É brother. É esquema. Mas não tem ideia de como fazer arrotar. Não sabe nem segurar.
É poeta? É sonso? É mais perdido do q cego em dia de tiroteio? Mas é todo coração.
Faça-se a lista. De 300 nomes (ok, to valorizando, Excuzes-moi), 290 são eliminados de partida. Não atendem ao requisito básico: o Padrinho é amor.
O q viemos fazer nesse lugar tão estranho? Cuidar de nós mesmos para aliviar a pressão.
Esse serve, esse não.
Será q os pais usam de algum critério? Esse é um grande mistério.
Se eu me levo a sério? É claro q não.
Um abraço sincero ou o presente errado. Uma palavra de carinho ou de crédito o cartão.
Pq me escolheram?
Eu q me sei tão errado. Eu q não consigo me achar. Eu q não faço nada certo e mal sei consertar. Eu q não tenho a palavra exata. Eu q não sei explicar.
Pq vcs me escolheram?
Eu q não chego na hora. Eu q não sou o exemplo. Eu q fico de canto. Eu q não aprendi a dançar.
Q tipo de amizade é essa q te faz apostar
q o cara mais esquisito do mundo é perfeito para esse papel. Para fingir alegria, seja noite ou seja dia.
O padrinho, o Godfather, é meramente o volante de contenção. Não dá entrevistas. Não aparece no programa de televisão.
Não espera nada em troca, mas sabe a sua missão.
Quando o time precisar recuar. Conte com ele. O padrinho não é problema. Ele faz parte é da solução.
Esse é o acordo implícito embutido na nomeação. Pelo tempo q for pedido ou preciso, é um emprego temporário sem qq supervisão.
Se o pai e a mãe o fazem por obrigação, ele é o sentimento q nos falta no coração: o Padrinho é o amor, acredite vc ou não.
Hoje eu to tão feliz de ter sido o escolhido. Hj eu me tenho orgulho. Hj eu fui escalado p jogar na seleção. Hj eu ganhei uma amiga. P compartilhar uma história inteira. No meu mundo. Na minha ilusão. Hj eu tive a certeza de q a vida não passou em vão.

sábado, 21 de março de 2015

de olhos bem fechados

Há uma coisa boa no querer.
No bem querer.
Pensando bem a coisa boa está na ilusão de achar q queremos.
Fantasiamos. Imaginamos. A ponto de acharmos q é verdade.
E pronto. Estamos apaixonados.

Talvez não pela pessoa em si, mas pelo q achamos q aquela pessoa é.
E, via de regra, ela não é.
Adoramos inventar ilusões.
E o objeto do desejo, coitado, nem imagina o q se passa em nossa imaginação.
Somos carentes. De afeto, de sutilezas, de poesias p a vida e de ilusões.
A vida é impossível sem ilusões.
Uns amam os amores.
Outros, o dinheiro.
Há alguns q adoram adorar o espelho.
Mas eu te digo, somos apenas passageiros desse trem sem lógica chamado nosso tempo.

Eu gosto de observar as moças bonitas com seus trejeitos.
E as feias, com os seus defeitos.
A mão no cabelo. O sorriso ensaiado, perfeito.
O charme e o rebolado.
A sedução é uma grande mentira, mas sem ela a vida perde a graça.
É um jogo de caça. E de caçador.
De vencedor. E vencidos.

Cada vez q vc joga seu charme pelo ar nasce um poema.
Cada vez q vc se decepciona, morre uma estrela.
O céu é um cemitério de amores não correspondidos.
Pq são desejos inventados q nascem e morrem com a velocidade das dores.
É a nossa condição humana.
Perpetuar a espécie. Brincando de dar significado ao imponderável.

Será q vc me entende? Ou desistiu do meu texto.
Desistiu de mim. E da minha tolice.
Eu sei q sou pouco, sou raro, sou raso.
Eu sou só o acaso.
Sou aquele q vê e q sente.
Sou aquilo q não se mente.

Poderia ser uma linda história de amor, mas hj a realidade quebrou a corrente.
Estamos livres. Vc. Ele. Eu.
E o leitor q me entendeu.
O nosso amor a gente inventa.
Mas isso é o q está errado.
Para se apaixonar de verdade é preciso estar de olhos bem fechados.