segunda-feira, 22 de junho de 2009

hj eu nao quero nada

hj eu nao quero nada.
hj eu so quero nao sentir o que estou sentindo.
hj eu so queria inventar uma desculpa pra sair daqui. pra sair de mim. e inventar uma verdade roubada. um pedacinho de ilusao.
hj eu precisava de uma palavra amiga. mas a tv esta desligada.
meu pensamento viaja em busca de paz. e so encontra a tristeza desses seus olhos cansados.
hj eu nao preciso de nada.
hj eu so preciso dormir.
hj eu so precisaria sonhar com meus tempos de crianca (quando a vida era boa pq era à toa). isso ja me faria feliz.
hj eu precisava de uma pessoa amiga. mas a amizade esta desligada.
meu sentimento passeia ao redor de mim. e so encontra a tristeza desses meus olhos cansados.
hj eu nao sou nada.
hj eu nao quero nada.
hj eu nao preciso de nada.
ter que transformar tudo isso (tudo?) em palavras esta me cansando. parece que acabou a cor. parece que a musica esta desligada. mas isso ja nao me importa. pq ja me basta o silencio do meu coracao. fico pensando se algum dia alguem vai ler isso. sera que me entenderá? sera que encontrará nas suas lembrancas um dia assim?
nao pode ver que no meu mundo um troço qualquer morreu. viver nao é mais tao bacana quanto a semana passada.
hj eu nao quero nada.
outro dia descobri um pensamento bonito: as pedras do caminho? guardo todas. um dia vou construir um castelo. descobri? sim. pq as palavras viajam por ai. ao sabor dos ventos.
e eh preciso uma certa tristeza para entender as sutilezas.
hj eu nao quero nada.
mas se eu fosse obrigado a querer (e a gente sempre é) ia querer um motivo.
isso ja me bastaria.


domingo, 14 de junho de 2009

palavras

tantas palavras. tao pouco sentimento. pra que tanta palavra? pra que escrever se ninguem vai ler? pra que esperar se ninguem vai entender? tanto pra dizer. tao pouco para desejar. preenchendo a tela branca como um pintor que joga suas tintas sem nada esperar. apenas que o sentimento, a arte, a essencia, o instinto ou a imbecilidade humana... facam o que deve (precisa?) ser feito. se nao ha nada a dizer o melhor hoje seria o silencio. mas algo em mim nao quer se calar.
todo sofrimento vem da nossa percepcao. e quanto a isso, cara leitora, nao ha vacina que dê jeito.
fantasmas que criamos. amigos invisiveis que fazem essa nossa vidinha besta ainda mais besta.
ninguem vê o mundo com meus olhos. e, sobretudo, ninguem sente a vida com a minha alma.
vou correndo os dedos pelo teclado como um cao sem dono. parece que me perdi de mim. confuso? somos apenas eu e voce nesse imenso mundo cao. eu leio seus pensamentos. eu conheco sua dor. e se voce quer uma palavra de consolo, so sorry, aqui nao eh o lugar.
meu egoismo eh tao egoista que o auge do meu egoismo eh querer ajudar.
carpinteiro do universo inteiro eu sou.
mas desisti. nem a minha mais perversa ilusao eh capaz de me fazer acreditar.
o tempo passou. o trem se foi. ficamos. eu e voce. mas ja nao estamos juntos. vai ver foi o tempo que errou. mas o que eu sei (e nao conto a ninguem) eh que eu ja sabia que os sonhos morrem.
como frutos podres despencam da arvore da vida. caducam. expiram. morrem lentamente como o velho que vende balas.
talvez eu apague esse texto. talvez nao.
talvez voce leia. talvez nao.
talvez voce me odeie. talvez sim.
talvez eu acredite em voce. talvez.
tudo isso para chegar ao ponto: o que eu queria mesmo hoje era alguem para perguntar:
- como vai voce? eu preciso saber da sua vida...
os olhos cansados. o peso do mundo por sobre os ombros.
se lembra qdo a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre?
o pra sempre sempre acaba com os nossos sonhos.
bobeira minha. vai sorrir por ai. vc nao sabe mesmo que ate um canalha precisa de afeto?
saudade? nao. saudade ate que eh bom. eh melhor que caminhar vazio.
vazio como esse quadro deveria ter ficado sem tanta palavra vazia.
parece que o que eu procuro hoje nao esta aqui. deve estar flutuando no sorriso vazio de um recem-nascido...