Eu confesso a vc, caro leitor, q não sou muito chegado a despedidas. Tenho essa coisa do tempo muito mal resolvida em mim. Como um livro bom q vc não quer q acabe. Como a tarde bela q precisa desaparecer p q a noite surja com seus encantos. Sou meio emotivo. Em qq despedida eu choro por dentro. E de vez em quando até transborda.
Um belo dia eu acordei (mentira pq eu não durmo) e olhei p vc. Olhei p nós. Olhei p o tempo em q passamos juntos e pensei: É, tá acabando. A partir desse dia bastava cruzar c um rosto conhecido p mentalmente refazer os caminhos q compartilhamos. Como um filme bem editado com uma trilha sonora específica p cada amizade.
Partir, andar eis q chega essa velha hora tão sonhada. Voltar p casa. Iniciar uma nova vida. Agora c um diploma debaixo do braço. E acima da cabeça milhões de sonhos.
Faça uma lista de grandes amigos quem vc mais via há 10 anos atrás.
No hj quase sempre atropelados pela velocidade da vida nem percebemos. Crescemos. Chegar e Partir são dois lados da mesma viagem.
Não é saudade. Não é tristeza. É apenas essa minha certeza de q faltaram histórias. Faltaram porres. E risos. E avisos. Vamos viver o q a vida tem de bom. Faltou deitar mais vezes no banco da praça so p ouvir o silêncio dos domingos sem graça. Faltaram mais festas. Faltaram mais serenatas pela cidade vazia. Faltou imitar mais focas pelo corredor do aloja e eu nem sei bem pq a gente fazia. Talvez fosse pq algum pedaço da gente sabia. Q ali a gente podia. Ser exatamente o q a gente queria. Faltou ser mais criança. É, faltou ser mais criança. Essa é a minha história. Qual será a sua?
Qq dia amigo a gente vai se encontrar. Pq amigo é coisa p gente guardar. Nem q seja naquele cantinho chamado lembrança. Q vez ou outra me vem assim do nada. Me enche o olho de água. E não me deixa escrever mais nada.
AssimFalouR3
Um beijo. Um abraço.
sábado, 7 de maio de 2016
Cap 37 Vers 18 O Time de Futebol Feminino
Começou como uma brincadeira. Como começa a vida. Ou como deveria ser a vida. É preciso ter muita coragem. Coragem p se lançar naquele mundo masculino. Ciências da Computação. Nada contra as belas, recatadas e dos lares. Mas aquelas meninas maluquinhas q brincam de desafiar os limites me comovem mais. São transformadoras do tempo. "Nao se nasce mulher, torna-se mulher".
É preciso muita coragem p topar o desafio: jogar futebol numa universidade predominantemente masculina. Mas as belas recatadas gostam de driblar os preconceitos.
Lição 1: Respira! Gente, pelo amor. Quem tem q correr é a bola, q não tem pulmão. Respira virou grito de guerra. E nós tínhamos nossas guerreiras.
Lição 2: É uma dança, só q com uma bola. E elas sabiam dançar. Apenas por algum detalhe da nossa geração lhes roubaram na infância a brincadeira de jogar bola.
Talvez essas tenham sido as únicas lições q eu soube ensinar: Respira e Dança. Como se fosse a vida. Deu errado? Tomou um gol? Respira e volta a dançar. Aprendi bem mais q ensinei. Me orgulhei. Aprendi com aquelas meninas a amar ainda mais o futebol. O futebol é uma ilusão. Um espaço mágico. Um teatro de improvisação. Uma dança q se dança msm sem saber dançar. No futebol ou na vida não dê ouvidos p a arquibancada. Ganhou ou perdeu, q importa? Ei, respira.
E qdo tudo te parecer sem sentido, menina bela e recatada, lembre-se: "tente apenas ser feliz... ao invés de tentar ser perfeita". E siga brincando de jogar charme por ai. O mundo agradece.
É preciso muita coragem p topar o desafio: jogar futebol numa universidade predominantemente masculina. Mas as belas recatadas gostam de driblar os preconceitos.
Lição 1: Respira! Gente, pelo amor. Quem tem q correr é a bola, q não tem pulmão. Respira virou grito de guerra. E nós tínhamos nossas guerreiras.
Lição 2: É uma dança, só q com uma bola. E elas sabiam dançar. Apenas por algum detalhe da nossa geração lhes roubaram na infância a brincadeira de jogar bola.
Talvez essas tenham sido as únicas lições q eu soube ensinar: Respira e Dança. Como se fosse a vida. Deu errado? Tomou um gol? Respira e volta a dançar. Aprendi bem mais q ensinei. Me orgulhei. Aprendi com aquelas meninas a amar ainda mais o futebol. O futebol é uma ilusão. Um espaço mágico. Um teatro de improvisação. Uma dança q se dança msm sem saber dançar. No futebol ou na vida não dê ouvidos p a arquibancada. Ganhou ou perdeu, q importa? Ei, respira.
E qdo tudo te parecer sem sentido, menina bela e recatada, lembre-se: "tente apenas ser feliz... ao invés de tentar ser perfeita". E siga brincando de jogar charme por ai. O mundo agradece.
Cap 27 Vers 31 A prova de GA
Começa assim:
- Estudou p prova?
- Q prova?
- GA!
- Vixe. Quando?
- Amanhã!
Como esse diálogo geralmente surgia de madrugada, o amanhã era algo próximo, muito próximo. Estranho p mim q sempre tive dificuldade em entender o compasso do tempo. Vivo em algum instante do passado feliz de menino ou no futuro promissor de poeta sonhador. Eu vivi fora do meu tempo. E talvez essa tenha sido a minha melhor parte. P quem soube me entender e aproveitar. E viajar comigo pelos descaminhos q a vida nos apresenta.
Uma lida na diagonal na matéria da prova era prenuncio do desastre q se apresentava. Como Leminski, não discuto c o destino, o q pintar eu assino.
Ah aquela sensação boa de não saber o idioma da questão. Ok, professor, exatamente o q vc quer saber? Pq eu não consigo decifrar nesses seus códigos q raio de resposta vc quer de mim! E, cá entre nós, no q exatamente o fato de eu saber a resposta me prepararia p o mundo real? Eu queria empreender. Eu queria empoderar. Eu queria transformar. E vc me vinha com GA.
Dito e feito. Tirei 1.0. Devo ter acertado apenas o meu nome. Por certo, o único espaço do papel q eu preenchi com alguma convicção. Foram tantas vezes q eu pensei em desistir. Foram tantos amigos q por algum motivo me fizeram prosseguir. E essa minha eterna teimosia de não sair antes do fim. Nesses 20 anos não me lembro de um só momento em q eu tenha precisado daquela prova de GA. Mas não tem um dia em q de alguma forma eu não tenha precisado da sua amizade. De perto ou à distância. Involuntariamente, na maioria das vezes. Foi muito bom saber q se tudo desse errado (e não deu) eu ainda teria a sua amizade. Uma amizade à toda prova. Essa foi a única prova q me importou.
- Estudou p prova?
- Q prova?
- GA!
- Vixe. Quando?
- Amanhã!
Como esse diálogo geralmente surgia de madrugada, o amanhã era algo próximo, muito próximo. Estranho p mim q sempre tive dificuldade em entender o compasso do tempo. Vivo em algum instante do passado feliz de menino ou no futuro promissor de poeta sonhador. Eu vivi fora do meu tempo. E talvez essa tenha sido a minha melhor parte. P quem soube me entender e aproveitar. E viajar comigo pelos descaminhos q a vida nos apresenta.
Uma lida na diagonal na matéria da prova era prenuncio do desastre q se apresentava. Como Leminski, não discuto c o destino, o q pintar eu assino.
Ah aquela sensação boa de não saber o idioma da questão. Ok, professor, exatamente o q vc quer saber? Pq eu não consigo decifrar nesses seus códigos q raio de resposta vc quer de mim! E, cá entre nós, no q exatamente o fato de eu saber a resposta me prepararia p o mundo real? Eu queria empreender. Eu queria empoderar. Eu queria transformar. E vc me vinha com GA.
Dito e feito. Tirei 1.0. Devo ter acertado apenas o meu nome. Por certo, o único espaço do papel q eu preenchi com alguma convicção. Foram tantas vezes q eu pensei em desistir. Foram tantos amigos q por algum motivo me fizeram prosseguir. E essa minha eterna teimosia de não sair antes do fim. Nesses 20 anos não me lembro de um só momento em q eu tenha precisado daquela prova de GA. Mas não tem um dia em q de alguma forma eu não tenha precisado da sua amizade. De perto ou à distância. Involuntariamente, na maioria das vezes. Foi muito bom saber q se tudo desse errado (e não deu) eu ainda teria a sua amizade. Uma amizade à toda prova. Essa foi a única prova q me importou.
Cap 12 Vers 4 Os Agregados
A lógica de formação de grupos é um dos meus
assuntos favoritos. Desde os 6 anos qdo comecei a jogar futebol sempre me questionei. Pq alguns grupos funcionam e outros não? O indivíduo importa? Ou o coletivo se sobressai? Acho q se formaram panelas. Em grupos isso sempre acontece. Por afinidade ou por necessidade. Nosso modelo mental é a estrutura em árvore. Tudo q aprendemos foi modelado do nó mais importante p os menos relevantes. Mas a vida é uma rede. E quem é o elo agregador dessa cadeia de cadeias de amigos? A literatura diz q não é o elo mais forte. E nem o mais fraco. Mas aquele q apresenta as características ideais e a admiração do grupo.
Qdo ela chega a paz reina. As frases tantas vezes ditas por ela são escutadas até quando ela não está. Ela é a amiga dos amigos. E os amigos se juntam pq ela está. Simples. A turma 93 não cabe em si. Seria muito pouco p um grupo tão especial. Aceitamos de bom grado os agregados. Seu humor, inteligência, non sense e amizade sincera são a cola dessa rede desconexa chamada turma 93. Não pense q vc foi aceito. Na vdd vc foi escolhido. Os critérios são amplos e nunca discutidos, mas se ela o agregou quem somos nós p questionar. Formamos uma só raça mestiça. Tão diferentes. Tão improváveis. Tão amigos. Todos seres especiais em suas fraquezas e virtudes gravitando em torno da nossa querida agregadora... Lady Laura. Tks Lau, por nos manter unidos mesmo no caos dessas nossas vidas.
(Uma lembrança especial ao nosso querido agregado João Caldas, q partiu antes da hora, antes do fim. Mas deixou em mim a certeza de q tudo isso é um grande ensaio p o Teatro de Comédia q virá dps. E lá eu vou ser muito feliz).
assuntos favoritos. Desde os 6 anos qdo comecei a jogar futebol sempre me questionei. Pq alguns grupos funcionam e outros não? O indivíduo importa? Ou o coletivo se sobressai? Acho q se formaram panelas. Em grupos isso sempre acontece. Por afinidade ou por necessidade. Nosso modelo mental é a estrutura em árvore. Tudo q aprendemos foi modelado do nó mais importante p os menos relevantes. Mas a vida é uma rede. E quem é o elo agregador dessa cadeia de cadeias de amigos? A literatura diz q não é o elo mais forte. E nem o mais fraco. Mas aquele q apresenta as características ideais e a admiração do grupo.
Qdo ela chega a paz reina. As frases tantas vezes ditas por ela são escutadas até quando ela não está. Ela é a amiga dos amigos. E os amigos se juntam pq ela está. Simples. A turma 93 não cabe em si. Seria muito pouco p um grupo tão especial. Aceitamos de bom grado os agregados. Seu humor, inteligência, non sense e amizade sincera são a cola dessa rede desconexa chamada turma 93. Não pense q vc foi aceito. Na vdd vc foi escolhido. Os critérios são amplos e nunca discutidos, mas se ela o agregou quem somos nós p questionar. Formamos uma só raça mestiça. Tão diferentes. Tão improváveis. Tão amigos. Todos seres especiais em suas fraquezas e virtudes gravitando em torno da nossa querida agregadora... Lady Laura. Tks Lau, por nos manter unidos mesmo no caos dessas nossas vidas.
(Uma lembrança especial ao nosso querido agregado João Caldas, q partiu antes da hora, antes do fim. Mas deixou em mim a certeza de q tudo isso é um grande ensaio p o Teatro de Comédia q virá dps. E lá eu vou ser muito feliz).
Cap 9 Vers 12 O Corso
Não conheceste o Corso? Vou te resumir: surreal. Acho até q chegamos a discutir isso com o próprio Salvador Dalí em um dos corsos em frente ao cemitério da Av São Carlos, enquanto o Zorro passava de moto e alguns jovens seguiam a procissão como zumbis do walking dead.
O dia começava com uma energia diferente. Hj tem Corso. Logo após o bandejas fechar às 13:30h (30 segundos antes do Waldir entrar correndo com a galera do polo aquatico). Começavam os preparativos. Em um tonel azul q acredito ter servido de recipiente de detergente (jesuzamado) o pessoal da Química despejava um líquido puro, límpido e incolor, batizado carinhosamente de Metanol (CH3OH). Adicionavam algum corante com sabor, tipo Caju Agressivo ou Maracaju Prozac. Ou era resto do detergente mesmo. Entrava em cena então o Buda. Para mexer o composto e dar a liga, o nobre operário tirava seu chinelo de dedo, colocava na mão e fazia movimentos circulares com o braço todo enfiado naquilo. Suava? Não vou mentir p o sr. Após alguns minutos era convocado o sommelier Cidão p degustação. Enquanto o Cidão não fazia careta, a quantidade de álcool era considerada insuficiente. Quando, por fim, o objetivo era atingido as pessoas gritavam, pulavam e se abraçavam como gol em copa do mundo.
Tenho p mim q aquele líquido foi o responsável pelo surgimento de um Aedes geneticamente modificado. Qtos pobres mosquitos tiveram q partir p um rehab após picar um dos corsários?
A tropa partia em direção à Federal Xupa entoando hinos de guerra. Era tipo um carnaval da bahia puxado pela Ivete, mas sem cordas separando os abonados dos desaventurados. Éramos um só grupo (ou não) percorrendo as ruas de Sanca City com o objetivo único de... não ter objetivo.
Vai ver a vida é isso. Buscamos um sentido p a vida, mas e se a vida (ela apenas, e vc c seu amor, sua família e seus amigos ao lado) for o verdadeiro sentido de tudo? Não é a chegada, mas o caminho q importa.
Siga o Corso. Sorria. É carnaval em nossa vida.
O dia começava com uma energia diferente. Hj tem Corso. Logo após o bandejas fechar às 13:30h (30 segundos antes do Waldir entrar correndo com a galera do polo aquatico). Começavam os preparativos. Em um tonel azul q acredito ter servido de recipiente de detergente (jesuzamado) o pessoal da Química despejava um líquido puro, límpido e incolor, batizado carinhosamente de Metanol (CH3OH). Adicionavam algum corante com sabor, tipo Caju Agressivo ou Maracaju Prozac. Ou era resto do detergente mesmo. Entrava em cena então o Buda. Para mexer o composto e dar a liga, o nobre operário tirava seu chinelo de dedo, colocava na mão e fazia movimentos circulares com o braço todo enfiado naquilo. Suava? Não vou mentir p o sr. Após alguns minutos era convocado o sommelier Cidão p degustação. Enquanto o Cidão não fazia careta, a quantidade de álcool era considerada insuficiente. Quando, por fim, o objetivo era atingido as pessoas gritavam, pulavam e se abraçavam como gol em copa do mundo.
Tenho p mim q aquele líquido foi o responsável pelo surgimento de um Aedes geneticamente modificado. Qtos pobres mosquitos tiveram q partir p um rehab após picar um dos corsários?
A tropa partia em direção à Federal Xupa entoando hinos de guerra. Era tipo um carnaval da bahia puxado pela Ivete, mas sem cordas separando os abonados dos desaventurados. Éramos um só grupo (ou não) percorrendo as ruas de Sanca City com o objetivo único de... não ter objetivo.
Vai ver a vida é isso. Buscamos um sentido p a vida, mas e se a vida (ela apenas, e vc c seu amor, sua família e seus amigos ao lado) for o verdadeiro sentido de tudo? Não é a chegada, mas o caminho q importa.
Siga o Corso. Sorria. É carnaval em nossa vida.
Cap 7 Vers 19 A Casa do Matite
O Rio tem o Cristo. Paris tem a Torre Eiffel. Agra tem o Taj Mahal. Bem, Sanca já teve A casa do Matite. Não. Sanca não. Nós tínhamos A casa do Matite. Acho até q os ilustres habitantes de tal aprazível morada, mesmo desprendendo-se de seus valorosos dinheiros para a quitação das despesas de locação, diziam q moravam nA casa do Matite. Minha casa, minha vida. Não podemos chamar aquilo de República. Talvez fosse o castelo de Kafka, o símbolo do Império. Mas como tudo nosso era diferente, aquele reino estava sempre de portas abertas para nós, a plebe rude. Cara, nunca vi aquela porta fechada. Sentíamos como se tudo aquilo fosse um pouco nosso. Parada obrigatória em qq caminho. A fita vermelha em modo endless na TV só descansava nas noites de luta do Royce Gracie.
Os vomitois e os eventos de menor galhardia. De noite ou de dia. Era um pedaço de liberdade. Nossa pequena Amsterdam. Q falta me faz hj. Nem o Ibira consegue me oferecer aquele tipo de abrigo.
Passei anos pensando (minha senhora diz q eu penso demais) pq ficou conhecida como A casa do Matite. Tem a ver com a alma do criador. Criatura e criador se fundiram. Pode haver pessoa mais desprendida? E contrariamente tão radical em suas convicções? A simplicidade de um cara só. Contrastando com a complexidade de um ser humano em conflito. Somos todos meio Matite. Cada um de nós em uma luta interna diária q
ngm vê. Pq a gente se esconde. Só os gênios são assim. Debochados. Despretensiosos. Donos de si e por isso msm se dão ao luxo de se emprestar p os outros. Pode chegar q a casa é sua. Transparentes na essência. Mas tão difíceis de se compreender. Man, eu imagino os caminhos q vc percorreu até chegar a sua casa. E o retorno p o ponto de partida. Somos todos meio Matite e é por isso q Aquela casa tb era nossa.
Os vomitois e os eventos de menor galhardia. De noite ou de dia. Era um pedaço de liberdade. Nossa pequena Amsterdam. Q falta me faz hj. Nem o Ibira consegue me oferecer aquele tipo de abrigo.
Passei anos pensando (minha senhora diz q eu penso demais) pq ficou conhecida como A casa do Matite. Tem a ver com a alma do criador. Criatura e criador se fundiram. Pode haver pessoa mais desprendida? E contrariamente tão radical em suas convicções? A simplicidade de um cara só. Contrastando com a complexidade de um ser humano em conflito. Somos todos meio Matite. Cada um de nós em uma luta interna diária q
ngm vê. Pq a gente se esconde. Só os gênios são assim. Debochados. Despretensiosos. Donos de si e por isso msm se dão ao luxo de se emprestar p os outros. Pode chegar q a casa é sua. Transparentes na essência. Mas tão difíceis de se compreender. Man, eu imagino os caminhos q vc percorreu até chegar a sua casa. E o retorno p o ponto de partida. Somos todos meio Matite e é por isso q Aquela casa tb era nossa.
Cap 4 Vers 17 O Aloja
Sitio do pica-pau amarelo.
Sitio do pica-pau amareeeluuuu. Eu curto o Gil. Canceriano do dia 26/6. Mas qdo a gente acordava c essa música é pq a coisa ia ser tensa. Por melhor q fosse a intenção - fazer uma festa junina p a comunidade em retribuição aos impostos q pagavam a nossa "moradia" - ficar na barraca da pipoca gera um trauma na pessoa. Lá pelas tantas a gente combinava: Joga mais sal. E parecia q ficava melhor. Pq a fila só aumentava.
Ah, o Aloja. Só quem viveu ali p entender. Seja o velho, o novo ou o novíssimo (q parecia velho). A minha chegada foi com requintes de crueldade. Um colchão. Uma manta furada. E uma cadeira. Na prisão é assim. Existe uma hierarquia. Só dps de 4 meses consegui uma cama. O povo do Aloja. Lembro-me da cara de reprovação de uma certa professora qdo contei q morava no Aloja velho. Cara de nojo. Como se a aula dela fosse algo q valesse à pena. As assembleias p escolha de quarto eram espetaculares. Os acordos feitos p garantir o menos pior dos quartos fariam House of Cards parecer novelinha das 6. O quarto 17. Q saudade da geladeira armário. Das laranjas com vida própria. Das noites com a galera falando besteira. Falta um! E lá íamos nós jogar caixote.
Q saudade. Qta história. Nossa experiência cubana em Miami. Talvez vc não perceba, mas quem passou por ali traz na alma uma certeza: vc sai do Aloja, mas o Aloja não sai de vc.
Sitio do pica-pau amareeeluuuu. Eu curto o Gil. Canceriano do dia 26/6. Mas qdo a gente acordava c essa música é pq a coisa ia ser tensa. Por melhor q fosse a intenção - fazer uma festa junina p a comunidade em retribuição aos impostos q pagavam a nossa "moradia" - ficar na barraca da pipoca gera um trauma na pessoa. Lá pelas tantas a gente combinava: Joga mais sal. E parecia q ficava melhor. Pq a fila só aumentava.
Ah, o Aloja. Só quem viveu ali p entender. Seja o velho, o novo ou o novíssimo (q parecia velho). A minha chegada foi com requintes de crueldade. Um colchão. Uma manta furada. E uma cadeira. Na prisão é assim. Existe uma hierarquia. Só dps de 4 meses consegui uma cama. O povo do Aloja. Lembro-me da cara de reprovação de uma certa professora qdo contei q morava no Aloja velho. Cara de nojo. Como se a aula dela fosse algo q valesse à pena. As assembleias p escolha de quarto eram espetaculares. Os acordos feitos p garantir o menos pior dos quartos fariam House of Cards parecer novelinha das 6. O quarto 17. Q saudade da geladeira armário. Das laranjas com vida própria. Das noites com a galera falando besteira. Falta um! E lá íamos nós jogar caixote.
Q saudade. Qta história. Nossa experiência cubana em Miami. Talvez vc não perceba, mas quem passou por ali traz na alma uma certeza: vc sai do Aloja, mas o Aloja não sai de vc.
Cap 1 Vers 4 Eu Negão
Foi um tempo. Intenso? Compartilhamos sonhos. E medos. E histórias.
Não sabíamos bem o q queríamos. Nem o q esperar dos nossos sonhos.
Só me lembro de pessoas estranhas. E intensas.
Ngm chega ali sem uma boa história. A elite da tropa.
Eu tava meio perdido. E ainda estou. E vcs tb.
Foi intenso cuidar de cada um de vcs. Carregar umas malas. Ou umas marmitas. Emprestar a blusa default. Oferecer o ombro. E fingir q tudo seria eterno.
O tempo passa. E passou. Não temos mais a pracinha como ponto de encontro. Nem o xerox como salvação. Será q foi como vc sonhou? A vida te foi boa? Ou vc se enganou?
Era tudo tão perfeito e permitido. Uma janela do tempo q a vida real apagou.
Me lembro de vc no bandejão. E na sala de estudos.
No Corso e no lab de física.
Mas eu não sei quem vc é.
Só sei q por um breve espaço de tempo a gente riu e chorou das mesmas mentiras.
É muito difícil te chamar pelo nome. Prefiro os nossos apelidos. Prefiro o q não foi.
O q ficou parado na equação do tempo.
E o q eu não me lembro eu invento.
P ser perfeito. Desculpa se te fiz mal. Não foi por querer. Foi assim natural.
Sobreviver é o q nos faz iguais. Queria ter te conhecido mais. Me importado mais.
No Caaso. Ou no Tantos e Tontos. Queria escrever suas histórias.
P q seus filhos e filhas e maridos e esposas saibam pq tem dias q vc parece distante.
Preso num tempo em q tudo era possível.
Até olhar p um cara como eu e chamar de amigo. Negão.
Esse é o meu melhor pedaço dessa minha melhor história.
Qdo essa estrada acabar (e acredite em mim, ela acaba) quero q vc saiba.
Foi uma honra ter lutado ao seu lado. Ter estado ao seu lado. Negão. É como eu escolhi ser lembrado.
Não sabíamos bem o q queríamos. Nem o q esperar dos nossos sonhos.
Só me lembro de pessoas estranhas. E intensas.
Ngm chega ali sem uma boa história. A elite da tropa.
Eu tava meio perdido. E ainda estou. E vcs tb.
Foi intenso cuidar de cada um de vcs. Carregar umas malas. Ou umas marmitas. Emprestar a blusa default. Oferecer o ombro. E fingir q tudo seria eterno.
O tempo passa. E passou. Não temos mais a pracinha como ponto de encontro. Nem o xerox como salvação. Será q foi como vc sonhou? A vida te foi boa? Ou vc se enganou?
Era tudo tão perfeito e permitido. Uma janela do tempo q a vida real apagou.
Me lembro de vc no bandejão. E na sala de estudos.
No Corso e no lab de física.
Mas eu não sei quem vc é.
Só sei q por um breve espaço de tempo a gente riu e chorou das mesmas mentiras.
É muito difícil te chamar pelo nome. Prefiro os nossos apelidos. Prefiro o q não foi.
O q ficou parado na equação do tempo.
E o q eu não me lembro eu invento.
P ser perfeito. Desculpa se te fiz mal. Não foi por querer. Foi assim natural.
Sobreviver é o q nos faz iguais. Queria ter te conhecido mais. Me importado mais.
No Caaso. Ou no Tantos e Tontos. Queria escrever suas histórias.
P q seus filhos e filhas e maridos e esposas saibam pq tem dias q vc parece distante.
Preso num tempo em q tudo era possível.
Até olhar p um cara como eu e chamar de amigo. Negão.
Esse é o meu melhor pedaço dessa minha melhor história.
Qdo essa estrada acabar (e acredite em mim, ela acaba) quero q vc saiba.
Foi uma honra ter lutado ao seu lado. Ter estado ao seu lado. Negão. É como eu escolhi ser lembrado.
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