tantas palavras. tao pouco sentimento. pra que tanta palavra? pra que escrever se ninguem vai ler? pra que esperar se ninguem vai entender? tanto pra dizer. tao pouco para desejar. preenchendo a tela branca como um pintor que joga suas tintas sem nada esperar. apenas que o sentimento, a arte, a essencia, o instinto ou a imbecilidade humana... facam o que deve (precisa?) ser feito. se nao ha nada a dizer o melhor hoje seria o silencio. mas algo em mim nao quer se calar.
todo sofrimento vem da nossa percepcao. e quanto a isso, cara leitora, nao ha vacina que dê jeito.
fantasmas que criamos. amigos invisiveis que fazem essa nossa vidinha besta ainda mais besta.
ninguem vê o mundo com meus olhos. e, sobretudo, ninguem sente a vida com a minha alma.
vou correndo os dedos pelo teclado como um cao sem dono. parece que me perdi de mim. confuso? somos apenas eu e voce nesse imenso mundo cao. eu leio seus pensamentos. eu conheco sua dor. e se voce quer uma palavra de consolo, so sorry, aqui nao eh o lugar.
meu egoismo eh tao egoista que o auge do meu egoismo eh querer ajudar.
carpinteiro do universo inteiro eu sou.
mas desisti. nem a minha mais perversa ilusao eh capaz de me fazer acreditar.
o tempo passou. o trem se foi. ficamos. eu e voce. mas ja nao estamos juntos. vai ver foi o tempo que errou. mas o que eu sei (e nao conto a ninguem) eh que eu ja sabia que os sonhos morrem.
como frutos podres despencam da arvore da vida. caducam. expiram. morrem lentamente como o velho que vende balas.
talvez eu apague esse texto. talvez nao.
talvez voce leia. talvez nao.
talvez voce me odeie. talvez sim.
talvez eu acredite em voce. talvez.
tudo isso para chegar ao ponto: o que eu queria mesmo hoje era alguem para perguntar:
- como vai voce? eu preciso saber da sua vida...
os olhos cansados. o peso do mundo por sobre os ombros.
se lembra qdo a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre?
o pra sempre sempre acaba com os nossos sonhos.
bobeira minha. vai sorrir por ai. vc nao sabe mesmo que ate um canalha precisa de afeto?
saudade? nao. saudade ate que eh bom. eh melhor que caminhar vazio.
vazio como esse quadro deveria ter ficado sem tanta palavra vazia.
parece que o que eu procuro hoje nao esta aqui. deve estar flutuando no sorriso vazio de um recem-nascido...
domingo, 14 de junho de 2009
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