O Rio tem o Cristo. Paris tem a Torre Eiffel. Agra tem o Taj Mahal. Bem, Sanca já teve A casa do Matite. Não. Sanca não. Nós tínhamos A casa do Matite. Acho até q os ilustres habitantes de tal aprazível morada, mesmo desprendendo-se de seus valorosos dinheiros para a quitação das despesas de locação, diziam q moravam nA casa do Matite. Minha casa, minha vida. Não podemos chamar aquilo de República. Talvez fosse o castelo de Kafka, o símbolo do Império. Mas como tudo nosso era diferente, aquele reino estava sempre de portas abertas para nós, a plebe rude. Cara, nunca vi aquela porta fechada. Sentíamos como se tudo aquilo fosse um pouco nosso. Parada obrigatória em qq caminho. A fita vermelha em modo endless na TV só descansava nas noites de luta do Royce Gracie.
Os vomitois e os eventos de menor galhardia. De noite ou de dia. Era um pedaço de liberdade. Nossa pequena Amsterdam. Q falta me faz hj. Nem o Ibira consegue me oferecer aquele tipo de abrigo.
Passei anos pensando (minha senhora diz q eu penso demais) pq ficou conhecida como A casa do Matite. Tem a ver com a alma do criador. Criatura e criador se fundiram. Pode haver pessoa mais desprendida? E contrariamente tão radical em suas convicções? A simplicidade de um cara só. Contrastando com a complexidade de um ser humano em conflito. Somos todos meio Matite. Cada um de nós em uma luta interna diária q
ngm vê. Pq a gente se esconde. Só os gênios são assim. Debochados. Despretensiosos. Donos de si e por isso msm se dão ao luxo de se emprestar p os outros. Pode chegar q a casa é sua. Transparentes na essência. Mas tão difíceis de se compreender. Man, eu imagino os caminhos q vc percorreu até chegar a sua casa. E o retorno p o ponto de partida. Somos todos meio Matite e é por isso q Aquela casa tb era nossa.
sábado, 7 de maio de 2016
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