Sitio do pica-pau amarelo.
Sitio do pica-pau amareeeluuuu. Eu curto o Gil. Canceriano do dia 26/6. Mas qdo a gente acordava c essa música é pq a coisa ia ser tensa. Por melhor q fosse a intenção - fazer uma festa junina p a comunidade em retribuição aos impostos q pagavam a nossa "moradia" - ficar na barraca da pipoca gera um trauma na pessoa. Lá pelas tantas a gente combinava: Joga mais sal. E parecia q ficava melhor. Pq a fila só aumentava.
Ah, o Aloja. Só quem viveu ali p entender. Seja o velho, o novo ou o novíssimo (q parecia velho). A minha chegada foi com requintes de crueldade. Um colchão. Uma manta furada. E uma cadeira. Na prisão é assim. Existe uma hierarquia. Só dps de 4 meses consegui uma cama. O povo do Aloja. Lembro-me da cara de reprovação de uma certa professora qdo contei q morava no Aloja velho. Cara de nojo. Como se a aula dela fosse algo q valesse à pena. As assembleias p escolha de quarto eram espetaculares. Os acordos feitos p garantir o menos pior dos quartos fariam House of Cards parecer novelinha das 6. O quarto 17. Q saudade da geladeira armário. Das laranjas com vida própria. Das noites com a galera falando besteira. Falta um! E lá íamos nós jogar caixote.
Q saudade. Qta história. Nossa experiência cubana em Miami. Talvez vc não perceba, mas quem passou por ali traz na alma uma certeza: vc sai do Aloja, mas o Aloja não sai de vc.
sábado, 7 de maio de 2016
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