Nem sei se é aquela preocupação intrínseca de aproveitar o momento.
Talvez seja algo assim, menos filosófico. Nem poético, nem apocalíptico. Eu nunca morro numa quinta-feira. Morro sempre do domingo p segunda.
Mas estar ali sem pensar. Longe da praia, mas vendo o mar. Nossas neuroses. Nossas frustrações. Nossa vida moderna que a gente aprende nas televisões.
Sempre gostei de imaginar de onde eu vim e pra onde eu vou. Mas nunca achei uma resposta, caro leitor. É meio assim como enxugar gelo. Ou como tentar correr no meio de um pesadelo.
O mais feliz dos homens não deve ter perdido seus momentos pensando em vão. Danço eu, dança vc, na dança da solidão.
Que saudade q eu sinto dos dias q eu não vivi.
Fecha o farol. Abre o farol. O carro ao meu lado não se move. Vc é inocente até q o contrário se prove.
Nenhum crime me comove.
Sempre gostei de contar estrelas. De ser astronauta de cometas. De viajar pelo belo horizonte. Sem amanhã, nem ontem. Vivo perseguido pelos meus demônios. Atormentado pelo juízo final. Mas quem sou eu, afinal?
Não sei se minha poesia é rasa ou profunda. Se te interessa o meu desespero. Se passa olhos por essas tristes letras. Ou se me descarta sem ao menos lê-las.
Sempre gostei de olhar vc. Com seus domínios e suas certezas. Fingindo não ver o q o coração sente. A vida é uma coisa tola.
Sempre gostei de olhar no olho. Nem sempre era eu nesse caminho torto. A gente faz o q pode p sobreviver. Dias intensos e dias comuns. Dias de glória p os mortais. Sejam eles apenas aqueles invisíveis andarilhos dessas capitais.
Será q vc já percebeu?
Onde está meu público?
Eu preciso ser eu.
Cada vez q eu olho lá fora,
Ou aqui dentro de mim,
Me vem sempre uma canção.
O tempo andou mexendo com a gente sim.
O tempo é o nosso bem mais precioso.
Como vc gastou seu tempo hj?
Como investirá seu tempo amanhã?
É a única curiosidade sincera q eu tenho. Quer compartilhar um vinho
comigo? Não me leve a sério, mas acredite em mim.
O tempo andou mexendo com a gente sim.
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