Nunca entendi pq minha mãe esperava sempre eu parar de comer. P comer o q sobrava, ou seja, aquilo q eu não gostava. O q ficava na panela ela deixava p o meu pai, q de certa forma era o outro filho dela. Q sorte a nossa.
Nunca entendi pq tanta pergunta: aonde vai? Com quem? Q hrs volta?
Leva blusa! E o guarda-chuva. Me liga! Nunca entendi pq tanto amor.
E logo eu q não merecia.
Nunca entendi tb pq tanta dor.
Nunca entendi pq nos piores momentos eu sempre sabia p onde correr. O colo. O abraço. E as chineladas. Os gritos sem razão. Minha preferida atriz de novela mexicana. Qto drama!
Nunca entendi como é q ela achava. Perdi meu caderno. E a camisa preferida usada na semana passada. Não dorme nunca. Sempre preocupada.
O café da manhã de madrugada. A farda engomada. E a cama arrumada.
Aí foi só arrumar a mala. E sair de casa.
Mãe, vou pra vida. Tenho sonhos demais e a culpa é sua.
Nunca entendi bem essa coisa da vida. Q eu acho meio errada. Já não me lembro do dia exato em q desisti de deus. Deus não existe. Ele insiste em levar as mães. E isso é imperdoável. Ninguém merece viver um pedaço dessa vida sem uma mãe. À medida em q meu tempo acaba, me desespero. Fica comigo, por favor. Não me abandona. Q a vida não nos separe.
Pq a sorte é minha. Q sorte a minha ter te escolhido. Pois só os filhos são felizes.
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